terça-feira, julho 08, 2008

Vicente & Cerqueira

Muitos de vós haveis pensado, verificando o título deste post, que iria discorrer novamente sobre esse grande mito que é J’aime Cerqueira e o “seu” Gil Vicente.
Nada mais erróneo. As aventuras deste lendário construtor civil no não menos fantástico galinh… er, estádio, Adelino Ribeiro Novo já foram correctamente dissecadas em tempos idos.
Aquilo que eu quero aflorar é a solidez compacta deste duo defensivo que deixou marcas no Alto Tâmega no derradeiro estertor da década de 80.

A cidade de Flávio, aclamada por ter acolhido monstros sagrados da estirpe de Putnik, Saavedra ou Zdravkov, também se celebrizou pela guarida que proporcionou a esta dupla de betão que o cromo tão bem ilustra.


Vicente, o duro, olha com desdém para o fotógrafo. A sua boca conserva o molde típico de quem está acostumado a brincar com um palito de madeira, mas o palito não está lá, provavelmente por ter ficado retido no balneário – quem sabe se escondido por Jorge Silvério ou por Luís Saura, numa das suas costumeiras traquinices. E isso enraivece Vicente. O seu rosto adopta uma expressão de rufia temerário que pede meças àquela que Armando “Le Petit” Teixeira assume nos seus diálogos existenciais com o árbitro. Vicente lança o alerta: está disposto a morder o mais afoito avançado que ouse perturbar o seu raio de acção, seja ele o “papa” João Luís II ou o arisco Forbs, já que a foto foi tirada no velho Alvalade XX. O seu cabelo pende teimosamente para a frente, escondendo os olhos chispando sangue de tanta fúria. Vicente está claramente apostado em demonstrar que é ele o mandão para lá do Marão. O fotógrafo sente-se intimidado e afasta as suas atenções de Vicente, antes que seja surpreendido por uma cabeçada do mesmo.

E então volta-se para Cerqueira. Incapaz de controlar o seu raivoso parceiro, Cerqueira, o Tony Danza transmontano, posa com dignidade para a posteridade. Denota um certo enfado, é certo, mas mantém a tranquilidade que Vicente não se esforça por manter. Cerqueira foi, por si só, um exemplo de profissionalismo e abnegação e nunca cedeu à moda do bigode, nem quando mereceu a companhia desse verdadeiro contraplacado humano que era Manuel Correia. Mas há mais. Cerqueira não só se notabilizou por lances de magia pura no rectângulo verde (como eram belos os irrepreensíveis atrasos para o seu guarda-redes, que ainda podia agarrar a bola naquele tempo…), como também por ter falhado miseravelmente no casting para a última temporada de “Chefe, Mas Pouco”, ao não conseguir desviar os olhos da ainda jovem e sempre imberbe AlyssaA.C.” Milan(o).
Resultado: Hollywood perdeu uma vedeta, mas o Grupo Desportivo de Chaves ganhou um razoável defesa, capaz de temperar a ira de Vicente com toques de personalidade espalhados aqui e ali nas canelas dos avançados contrários.

O patrocínio diz tudo: com oponentes deste calibre, tudo o que os dianteiros adversários podiam ambicionar era um copinho de água, mas beberricado com moderação. Nada de golos. “Golos não, galos sim” era o lema desta inefável dupla.

sábado, julho 05, 2008

"Preliminarus Poll Renivaldo Pereira de Jesus"


A "Preliminarus Poll Renivaldo Pereira de Jesus" já está online, colocada a partir da mesa wireless na pizzaria do Caccioli em Barcelos. Pedimos uma pizza alpina, visto que esta murrinha irritante nos inibe de pedir a veranesca tropical. A alpina tem bacon, Brundin e azeitonas. Valeu pelas azeitonas, porque normalmente ponho o Brundin de lado no prato.

O Caccioli perdeu as estribeiras porque supostamente eu deveria ter dito que preferia antes Octaviano com o bacon. Lá foi mais Brundin para o lixo. E tantas famílias por aí a precisarem disso.

Adiante. O comité reuniu-se na dita mesa, cuja toalha parecia o equipamento da União de Leiria na Era Bambo, e decidiu convocar os seguintes nomes:

- Ronny (need I say more?)
- Jaime (quem falha um penalty à Panenka no final de um jogo importante e rescinde logo de seguida, tem lugar em qualquer poll. QUALQUER.)
- Zoro (um digno sucessor de Jorge Soares, King ou Bermudéz)
- Edcarlos (um digno sucessor de Topo Giggio)
- Gladstone (mau, péssimo, paupérrimo)
- Marian Had (quem?ah, pois...)
- Andrés Diaz (mantenho a minha: UM minuto no campeonato tem que ser um recorde)
- Lino (faz o pessoal ter saudades de Ezequias - e isso diz tudo)
- Luís Filipe (o verdadeiro ficou em Braga - este é um E.T. enviado pelo Vasco Granja)
- Jessuí (“Quero chegar e rebentar”, avisa Jessui, o novo avançado leiriense. KABUM.)

Força nisso, minha gente. Armando "Le Petit" Teixeira, Delson, Mrdakovic e Edu Castigo aguardam por companhia masculina para prosseguir a festa.

quarta-feira, julho 02, 2008

Quem? Como? Porquê?

Eu lembro-me de Maurício “El Turco” Hanuch.
Não propriamente das suas arrancadas velozes, nem do seu drible estonteante, nem da sua capacidade atlética, nem do poder de antecipação, nem mesmo do seu remate fulminante e espontâneo.
Lembro-me apenas que Hanuch existiu.
Algures entre DidierMartini MetzLang e JovanI’m the real thingKirovski, houve um Hanuch ululante no balneário do leão. Qual OJNI (Objecto/Jogador Não Identificado), Hanuch ainda hoje assombra as memórias dos mais cépticos cromos. Sretenovic e Buturovic entreolham-se espantados, não acreditando que é possível ser-se tão anónimo, enquanto Ivo Damas resigna-se ao conforto de uma Tagus em promoção e Arnold Wetl canta um tirolês nervoso para descomprimir, escondendo-se atrás da selvagem penugem de Paulinho César.
A imagem que a seguir reproduzimos é extremamente rara – possivelmente será montagem: Hanuch… a festejar depois de ter encontrado o caminho das redes? Hanuch, apesar do seu low-profile, fascina. Fascina por motivos desconhecidos, como desconhecidos foram os motivos porque Sporting e Benfica se digladiaram por este fantasma dos balneários no longínquo ano de 1999 e desconhecida é a sua propalada qualidade futebolística.
Tanto assim é que a Wikipedia (que não está só) mantém um registo actualizado do jogador. Sabemos agora que somou 10 presenças com a camisola verde-branca (será que contam as vezes que espreitou o campo desde os túneis de acesso?), iluminou os caminhos de fortuna do poderoso Platense, alegrou a canalha do Santa Clara e caiu que nem uma luva na mesa do emergente Talleres, possivelmente no papel de colher de sobremesa. Recentemente, parece que agendou uma visita à reconhecidamente afável Alnia, para ver como estava o ambiente no sempre interessante Dínamo Tirana – onde teve a boa companhia deste simpático lateral-direito, cujo nome promete fazer furor se algum dia vier a jogar na liga lusa que outrora foi de Calado.
Mais intrigante é o facto de Hanuch surgir no célebre Football Manager, como em seguida demonstramos:

O comentário que vinha adstrito a esta imagem era: “old and average”. Abstenho-me sobre mais comentários a propósito de Maurício “El Fantasma” Hanuch.

terça-feira, julho 01, 2008

Anderson POLLga Ataca de Novo

Salud, Pueblo de la Buela.

Saudamos vivamente o vitoriano Mrdakovic e o simpático Edu Castigo, pois os seus progenitores conseguiram escarrapachar-lhes nomes de tal ordem imbecis, que praticamente obrigaram o Universo a encaixá-los no panteão dos imortais.

Prosseguimos então com a corrida para o prestigiado galardão de Cromo do Ano de 2007. E desta vez prometemos ser mais breves, senão quando terminarmos a votação já estaremos em 2009. Certinho.

Depois da Preliminarus Poll Nominalus, segue-se a "Preliminarus Poll Renivaldo Pereira de Jesus" para premiar os mais desinspirados desempenhos em campo do ano civil de 2007.

Altos, baixos, Gisvi, gordos, baixos, com bigode, Gisvi, sem bigode, Gisvi, com mullet, cabeça rapada ou cabeleira à Hans Vimmo Eskilsson, tudo o que vem à rede é Gisvi. Aqui o que interessa é mesmo a capacidade de utilizar os dois pés (ou um - não somos esquisitos) como um par de tijolos mal amanhados.

Os dois mais votados irão ganhar uma viagem em 1a classe para a Supra Poll Final, onde já estão confortávelmente alapados Armando "Le Petit" Teixeira, Delson, e os recém-chegados Mrdakovic e Edu Castigo. Que partilhem o trono de forma ordeira, e comentem o cheiro a relvinha fresca de manhã (coisa que César Peixoto nunca experimentou, pois da única vez que viu relva da parte de manhã, foi quando acordou numa poça do seu próprio vómito ao lado de uma vaca malhada num campo em Oliveira de Azeméis).

Ora, antes de arrancarmos com a novel Poll, queremos a vossa opinião sobre os nomes que a poderão preencher. Não sejam parcos em arremessar-nos os Luíses Filipes deste mundo. Encham-nos a caixa de comentários de mrda(kovic).

Kmet Pena

Julián Kmet tinha tudo para dar certo: jovem promessa, internacional nas camadas jovens argentinas e carregando no curriculum lendas sobre um pé esquerdo capaz de manusear um abre-latas para abrir uma lata de suculentos pêssegos em calda. Uma autêntica proto-vedeta do novo milénio. Muito longe, portanto, das trunfas Eskilssianas ou dos bigodes Agatãonescos que marcaram indelevelmente o nosso imaginário e que caracterizaram o ocaso do futebol romântico. Mesmo que “Agatão” e “romântico” na mesma frase possa soar absurdo.


Kmet era um diamante em bruto e portanto foi pago como tal. Afinal, seria um putativo “novo Maradona”. Jogaria exemplarmente pela banda esquerda… mas depois também já jogava com a mesma bitola exibicional pelo meio… e consta que também se ajeitava pela direita. Os corações palpitavam por Kmet. Custou aproximadamente o mesmo, mais milhão, menos milhão, que outra grande promessa acostada na temporada anterior ali perto do metro do Campo Grande, de seu nome Carlos Miguel, esse dispendioso meteoro que cruzou a galáxia futebolística lusa com uma impressionante técnica para aquecer as frias bancadas de betão dos estádios portugueses pré-Euro.

O sucesso foi igualmente semelhante ao do seu comparsa brasileiro. Ambos verdadeiros filósofos da bola, ambos mestres na jogada culta, ambos elegância e souplesse, ambos muito adeptos da primazia mental sobre o bruto esforço físico. Os dois pensavam, teorizavam, dissecavam e matutavam sobre as propriedades do esférico a rolar no rectângulo verde. Paravam no campo e pegavam na pelota, transmutavam-se em Hamlet e o globo de cautchu transformava-se em caveira e perguntavam “Ser ou não ser [jogador], eis a questão”. Enquanto isto, Luís Vidigal & Cia. faziam-se à vida e corriam pela redondinha, eventualmente maltratando-a, mas dando-lhe movimento.

Kmet desesperava sofregamente por uma oportunidade de dar uma aragem de superioridade cerebral dentro de campo. O seu sonho era ministrar uma palestra sobre a beleza poética de uma bola parada em cima de um relvado acometido por uma suave brisa vespertina. Desesperou tanto que o cabelo ganhou madeixas louras – se fosse mais velho, tipo Acosta, ganharia os cabelos brancos da praxe. Mas Mirko Jozic não estava para aí virado, pois Bruno Marioni (aka Giménez) e César Ramirez davam espectáculo nos treinos a fintar cones laranjas, para grande deleite de todo o plantel, excepto para Krpan, que piorava a sua situação ocular perante todo aquele potencial técnico da diabólica dupla sul-americana.

Kmet jogou apenas os mais belos 14 minutos da história do futebol português, plenos de sagacidade e acutilância mental. Era muito pouco para tão grandes aspirações.
Então Kmet voltou para onde tinha sido feliz – o colossal Lanus. Passados uns meses, já com o antipático Jozic fora da nau verde, regressou à terra de Quim Berto para explanar a sua tese de mestrado em futebol amorfo ao dr. Materazzi, célebre por ter incubado um pequeno Frankenstein, Marco de seu nome.
Porém, estava escrito nas estrelas que Kmet, lamentavelmente, não singraria. As mentalidades ainda não estavam suficientemente preparadas para todo aquele arrojo intelectual e desprendimento físico que fazia Pedro Barbosa parecer a locomotiva desenfreada do “Regresso ao Futuro – parte III”.

De Kmet sabemos que exibiu toda a sua vitalidade capilar pelas pampas em clubes como o Estudiantes e o Newell’s Old Boys, com mais ou menos madeixas, mais ou menos movimento. E hoje, com 30 anos, continua a ser dos jogadores mais incompreendidos a ter passado pelo futebol indígena. Incompreendidos ou incompreensíveis, tanto faz.

segunda-feira, junho 30, 2008

Chaos A.D.

São evidentes os sinais de mudança do Mundo.

Vede, irmãos da bola: que me caiam as lendárias cabeleiras do Paulo Madeira e do Fernando Couto em cima se o vocalista dos Sepultura não vai jogar no Sport Lisboa, depois de ter perdido uns quilitos. Ou, em alternativa, se o novel reforço dos vizinhos do Colombo com apelido de famoso boxeur não é mais conhecido no mundo do espectáculo por ter gritado “Refuse/ Resist” do que propriamente pelas suas capacidades futebolísticas.

As faixas laterais lusas, que foram o “Territory” de extremos carismáticos como Marito ou Rebelo e que deixaram a porta do estrelato entreaberta a fenómenos como Porfírio e Speedy Dominguez, estarão agora entregues aos devaneios do "trash-metal".

Temo seriamente pela Bergessiação descontrolada do futebol português, traduzida em cruzamentos cacofónicos e dribles com direito a "headbanging".
A confusão está instalada.
Vem aí o “Chaos A.D.
PS: Olá, o meu nome é Sr. Rodrigues e sou novo neste aprazível balneário. Quero que saibam que tenho um fato de treino da Aronick de 1990.

domingo, junho 29, 2008

Pobre Bock

A vida é isto mesmo, Fernando Oliveira.

Um golo mais, um gole a mais.

Fartura e esplendor, espuma e gás. Um ponta-de-lança com propensão para trocadilhos fáceis.

Fernando Oliveira nasceu no Porto, nos idos de 1975. Formou-se como jogador no azul-e-branco clube local. Aí, presume-se, ganhou aptidões únicas. Uma relação orgásmica com o golo. Um epíteto que marca, de forma indelével, todo o futebol nortenho. Fernando é Bock, recebeu de braços e goelas abertas a sua notável alcunha. Bock é, sem complacências, um super goleador esquecido, poeta maldito do golo, homónimo de cerveja famosa, tudo num só corpo sedento de sentir as redes a balouçar.

Podia ser ficção. Talvez um Robin Hood das divisões inferiores. Quiçá um modesto Hercule Poirot a detectar as pistas do golo. Ou um rebelde incompreendido, o James Dean de Vizela. Mas não. Bock e a sua desdita são cruelmente reais, como mais um despiste no IP4.

A Bock só lhe faltou ser, realmente, super. Domingo após Domingo, Bock cirandou pelas hospitaleiras localidades entre Douro e Minho, no seu afã habitual por entre defesas incautos e guarda-redes desamparados. Labutou, porfiou, alcançou. Bock não parou. Bock facturou e facturou, encheu de alegria os adeptos locais. Glória. Esplendor. O terror dos adversários, sempre com um sorriso humilde a transbordar-lhe da boca. Chuteiras afinadas e remates certeiros, a vida de Bock confunde-se com o golo, para ele vive, dele sobrevive. Bock libertou Freamunde dos jugos neo-imperialistas de Paços de Ferreira, vizinhos aburguesados da Primeira Liga, deu-lhes uma razão para acreditar que era possível ser maior e melhor.

Uma eterna promessa que aguardou pela concretização… A história de Bock é tão linda quanto trágica, porquanto Bock obteve um sucesso local esmagador que nunca extravasou os muros imaginários da II Divisão, a despeito de tanto golo, tanta alegria proporcionada, tanto abraço de companheiro e de aficionado.









Bock podia ser mais uma atracção da tasca, mais um jogador de sueca ou dominó. Mas não; não se resignou e forneceu-nos, a todos nós, o verdadeiro sentido da vida: nunca desistir, sonhar até morrer, marcar um golo aqui e ali. Em Freamunde ou em Caldas de Vizela, resiste e esquece-te que te chamas Fernando Oliveira, a vida brilhará àquele que estende a esperança e a alegria aos que lhe seguem, figuras sombrias do fado que é esta vida de anonimato.

Este predador perdido no obscurantismo, vampiro da grande área, marcou que se fartou. Sempre mais ou menos ignorado pelos menos informados, mais interessados em produtos instantâneos ao olhar, nos grandes e caros artigos de montra, tipo Postigas, Nunos Gomes e Pauletas. Bock lá estava, atrás, furando marcações, atento à linha do fora-de-jogo, remetido para as prateleiras mais recônditas. Um modesto culto da personalidade, bem à sua imagem, desenvolveu-se à sua volta, reclamando-lhe o estatuto.

Passou por Maia, Amarante e Lixa, dali abalou como folha caduca voando ao vento, já com o olhar em Freamunde, onde explodiria, versejando ao ritmo do último toque em direcção às malhas. Pensavam os adeptos, este tem mesmo que sair, é muito bom, com demasiado gás para conseguirmos retê-lo por aqui, nos confins do semi-profissionalismo futebolês lusitano. Um Bock topo de gama. Saiu para o que muitos consideravam uma escalada progressiva rumo ao topo do mundo. O que se seguiu foi Trofense, Marco, Ermesinde, Marco e Leixões. A arrancada tardava. Bock lá ia amansando a bola, indicando-lhe com meiguice “o golo é já aqui”. Mas o sucesso, o reconhecimento, onde ficam?

A massa associativa de Freamunde resgatou de novo o seu filho adoptivo pródigo. Relançou de novo todo o seu instinto goleador. Hoje, a contabilidade dos golos já ultrapassa os cem, foi duas vezes melhor goleador dos campeonatos nacionais, médias inclusivamente superiores a um golo por jogo. E, já a perspectivar o ocaso desta incompreensivelmente desconhecida carreira, regressou ao segundo escalão português. Podia ser desta. Tinha voltado a subir o degrau, as ambições eram legítimas. Debalde. As nuvens não tardaram.

Os últimos ecos deram conta de um desaguisado entre o treinador dessa equipa, o Vizela, por sinal carente de golos, e Bock. Bock, pura e simplesmente… não jogava! Não tinha oportunidade de explanar todo o seu manancial de remates e cabeceamentos fatais, não podia fazer o que mais gostava. Mais uma vez, todas as portas ilustres se fecharam, desprezando o seu currículo construído com suor e golos. Não teve alternativa: empacotou a trouxa e regressou, outra vez, aonde lhe conseguiam dar crédito: Freamunde. A propósito da despedida, o amargurado Bock confidenciou: “No dia da rescisão o técnico fugiu de mim, evitou falar comigo e não esteve na reunião que tive com a direcção. Tive de pedir ao presidente para me permitir ir ao balneário despedir dos colegas.”

Em Freamunde agradeceram. Com muita comiseração, assistem ao seu actual símbolo de volta aos únicos balneários onde sempre se sentiu acarinhado, mesmo sabendo que tal só é possível por manifesta desatenção dos grandes senhores do futebol. Ninguém quer saber de Bock. Ninguém quer olhar para os golos que Bock marca. Ninguém quer um avançado português competente nas suas fileiras. Ninguém quer mais um nome esquisito para ombrear com Sokotas, Kikins ou Buenos.

Bock resignou-se, enfim. 31 anos já não dão azo a grandes utopias. Está destinado a ser o profeta dos mais fracos, um anti-herói forçado pelas circunstâncias mais ou menos funestas que se atravessam no percurso da gente esforçada, mas sem o favorecimento dos astros. Uma história que acabou estranhamente como tantas outras, depois de tanto fulgor evidenciado.

Bock desabafou: “Encontro-me no auge das minhas capacidades como jogador e goleador e só lamento não conseguir concretizar o sonho de jogar na SuperLiga. Cada um nasce para o que nasce, e se calhar, por muito que dê nas vistas, não sairei deste escalão. Mas se tiver que ser assim, que seja sempre ao serviço do Freamunde”.

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NOTA: Este belo texto foi redigido pelo nosso novo colaborador, que em breve fará a sua primeira aparição em conferência de imprensa, devidamente adornado com um boné laranja da JCA. Que seja a primeira de muitas investidas gloriosas, e que o destino não lhe deixe apenas participar num par de treinos, tal qual Rushfeld ou Luzhny. Um massivo Bem-Haja, e seja bem vindo.

terça-feira, junho 24, 2008

SÃO JOÃO, SÃO JOÃO



Hoje é dia de Romaria, de São João! Por isso, todos em côro:
"São João Manuel Pinto
Bem bonito que ele é
Bem bonito que ele é
Com os seus caracois d'ouro
E o seu sotaque dhupinha de madha ao pé
E o seu sotaque duphpinha de madha ao pé
Não há nenhum assim
Pelo menos para mim
Com tantos caracóis só mesmo o Quim

São José Veiga já se acabou
O São Vieira está-se a acabar
S. João, S. João, S. João,
Toma um balão e vai pro Sion jogar


Bis bis..
São José Veiga já se acabou
O São Vieira está-se a acabar
S. João, S. João, S. João,
Toma um balão e vai pro Sion jogar"

sábado, junho 14, 2008

Evariste Sob Dibo, o Pequeno Artista


Sob Evariste Dibo é um nome carregado de simbolismo, alma e magia.
Arte em estado puro. Pureza em estado artístico. A leveza do ser futebolístico em pura comunhão com os quatro elementos.

Um artista é na maioria das vezes um incompreendido, um pária da sociedade. Um sonhador utópico desligado daquilo que nos mantém como parte da engrenagem que faz funcionar esta grande máquina a que chamamos (Nuno) Sociedade.

Qual tigre de papel numa selva urbana, o sonhador costa-marfinense assentou arraiais na frondosa vila Condal sem saber muito bem o que o esperava. Colocado por Clark Gable numa posição mais recuada no terreno, o pequeno fantasista era como um belo peixinho dourado num baço saco de plástico. Claro que queria deslumbrar casas de banho por esse planeta fora num pomposo aquário...e tinha potencial para o fazer. Mas preso num saquinho de plástico poderia apenas rezar para que o resgatassem do anonimato e o despejassem em algo melhor.
Sendo que apenas existiam duas opções - a sanita ou o aquário - Sob não demorou a escolher a segunda. E em boa hora.

Assim que se encontrou solto de amarras, o Pequeno Artista assumiu a camisola 10 como uma segunda pele, pousou a alva tela sobre o cavalete, sacou os pincéis do bolso do equipamento (mesmo por baixo do "O" da palavra "RECHEIO") e pintou.

Pintou.

Pintou o céu, tocando-lhe com dois dedos. Dois dedos de conversa, dois dedos de prazer, dois dedos de imortalidade, uma mão de Vata. Em poucos segundos, o Céu Futebolístico era Marco de Canaveses e Evariste Sob era Avelino Ferreira Torres. O Céu Futebolístico era o Texas e Dibo era Walker, o Ranger.
Carte Blanche para o inevitável encontro com o destino para um jantar a dois. A ementa? Magia.

Evariste Sob, o Pequeno Mágico, pintava. Pinceladas de criatividade, perícia e maestria em tons de verde-alface, que contrastavam com a palete de tons acinzentados que Baíca, China, Emanuel ou Luís Coentrão emprestavam ao meio-campo vilacondense. Os adeptos exultavam perante um diminuto Miguel Ângelo negro que todos os fins-de-semana lhes oferecia um pouco mais da sua própria Capela Sistina.

Porém, todas as belas histórias têm o seu final. Todo o Batman tem o seu Joker, todo o Armando Sá tem o seu Cândido Costa e todo o Vale e Azevedo tem o seu tribunal. Sob Evariste?
Tinha algo bem mais grave. Uma nemesis, que não sendo exterior, fazia parte de si mesmo. Como qualquer bom artista que se preze, o costa-marfinense distraía-se com relativa facilidade. O seu calcanhar de Aquiles eram mesmo os aeroportos.

Raramente apanhava o vôo que lhe era destinado, dada a facilidade com que se perdia nos amplos corredores destas gigantescas construções vanguardistas. Observava os bifes e os camónes embarcando em vôos para o Algarve, via emigrantes felizes em Agosto e Dezembro fugindo de Paris para o Sá Carneiro sob a égide triunfal de Graciano Saga, o Dinis da música popular portuguesa.

E por ali ficava. Ocasionalmente sentava o seu mágico traseiro no chão e pintava o rebuliço das gentes, em troca de uma sandes de requeijão ou um CD de Hall & Oates. O seu vôo? Uma memória distante apenas. O que interessava era o nascer de uma nova vida sob a forma de uma folha de papel enrugada com uns rabiscos a lápis. E quem o poderá culpar? Não será o RECHEIO de carne picada deste pastel de chaves que é a vida feito destes momentos de abstracção e alienamento que nos levam a descobrir quem afinal somos?

Quem é afinal Evariste Sob Dibo senão um artista?

quinta-feira, junho 12, 2008

Convocatória

Bem Hajam, Povo da Bola.

Dada a nossa vontade de melhorar o serviço prestado à comunidade cromática, decidimos alargar o nosso leque de opções postágicas, adicionando assim um novo membro ao extenso plantel de dois elementos.

Como o tempo da ditadura já lá vai (o último déspota conhecido à Bola foi Czar Dimitri Prokopenko, no Ano V D.D. - Depois de Dacroce), decidimos democratizar esta iniciativa, alargando-a ao Povo da Bola.

Para tal, tereis apenas que enviar via mail (destacado na barra lateral) uma crónica referente a um cromo à vossa escolha. Por favor evitem linguagem grosseira, referências a jogos de bastidores e panados.

Aguardamos a vossa comparência neste contínuo baile de debutantes que é a vida. Façam-se à estrada, companheiros.

Blog de regresso



Superados os problemas logísticos, estamos de regresso aos grandes palcos, tal como o Afonso Martins ao balcão de um McDonalds.

Em breve retomaremos a incessante balbúrdia reflectida em posts sem sequência lógica e com erros de sintaxe.

Bem Hajam.

sábado, maio 31, 2008

Devigor

Tu és um jogador com vigor.. Tu és homem de vigor..

Senhor Valdo Euclides da Costa, nascido em Angola , veio em 1977 para Portugal para jogar no Benfica, e sim jogou! no Benfica de Castelo Branco..

Ora, um tal de Nabeiro, o Sr Delta poderoso em terras de Campomaior, viu o jogador e achou curioso poder ter um jogador que era exactamente o efeito desejado para uma boa publicidade de café.

"Café Delta com Vigor, pergunte ao Devigor" ..

Partilhou o clube, as instalações, as camisolas.. o café.. com Carlos Martins e Cao, num belo plantel dos galgos alentejanos. Infelizmente para Devigor, o clube acabou e rumou ao vizinho Estrela de Portalegre...bem, mas que sorte e sina teve este angolano! Após uma boa época desta equipa, o certo é que o clube também acabou..

Devigor = Clube devedor.

Daí ter pensado que o melhor era ir para um clube que não podia dever, tal seria a heresia! E assim foi , para o Fátima! Algo persegue Devigor.. nao é que o Fátima sobe de divisão para a II Liga, mas Devigor não segue para o plantel da epoca seguinte? Ora bem...foi para o Louletano. Um sempre candidato a subir! E o facto é que com Devigor.. o Louletano desceu à III Divisão..

DEVIGOR, ÉS O MAIOR.

domingo, maio 25, 2008

Fazendo Orelhas Moucas ao Bom Senso















in, Wikipedia:
- Mr. Potato Head is a popular children's toy, first sold in 1952 by Hasbro,consisting of a plastic model of a potato which can be decorated with attachable plastic parts, such as a mustache, hat and nose, to make a face.

in, Cromos da Bola:
- Luís Filipe Vieira is a popular Chrome of The Ball, best known for his marvellous contradictions. Some examples, as in Maisfutebol, 19 Abril 2008:


«Temos a coluna vertebral do futuro campeão europeu. Queremos só fazer alguns reajustamentos, sabendo que temos um grande técnico (Jesualdo Ferreira)» (28 de Abril de 2002)

«Não faço mais comentários, a não ser que o Major é um homem sério» (20 de Abril de 2004, quando surgiram as primeiras notícias do caso «Apito Dourado»)

«No domingo, no jogo com o Chelsea, iremos apresentar dois grandes internacionais» (14 de Julho de 2005, referindo-se a Léo...e Tomasson)

«Não sei se é possível falar em aproximação entre FC Porto e Sporting. Sou daqueles que acreditam que tem de existir coerência. Quem me conhece no futebol e na vida empresarial sabe que o que disse há quatro anos ainda vale hoje» (5 de Abril de 2006)

«Qualquer dia os mafiosos italianos têm de tirar um curso em Portugal. Devia ter acontecido o mesmo aqui. O que se passou em Itália foi um brinquedo com o que se passou em Portugal» (4 Agosto 2006)

«A dívida do Benfica não assusta ninguém, deixem chegar o Benfica a 2011 e verão que o Benfica será um colosso europeu, para não dizer mundial» (21 de Setembro de 2006, em entrevista à RTP)

«Vi o filme «O Padrinho» aqui há uns tempos e também lá o protagonista ia à igreja todos os dias e também mandava matar» (23 de Junho de 2007)

«Para o Simão sair, já disse o que é preciso. Se alguém pagar a cláusula de rescisão, não podemos fazer nada» (19 de Julho de 2007)

«Há um montante de 20 milhões de euros pagos de imediato e mais dois jogadores que o Benfica tem opção até determinado ano para os escolher. Na nossa óptica irá passar largamente os 25 milhões» (26 de Julho 2007, justificando a saída de Simão por um valor abaixo da cláusula de rescisão)

«Sabemos que estamos a construir a equipa mais forte dos últimos dez anos do Benfica. Temos grandes ambições e o nosso técnico deve estar muito feliz com o plantel que tem. Qualquer treinador do Mundo gostaria de ser treinador do Benfica com este plantel» (26 de Julho de 2007, depois de Fernando Santos ter dito que perder Simão seria um pesadelo)

«Se eu fosse o treinador só queria dormir, porque quando acordasse não sabia qual a equipa que ia pôr a jogar, com tanta qualidade» (no mês seguinte, ainda reagindo às palavras de Fernando Santos)

«Desde a pré-época que o Benfica não vive dias tranquilos. Os jogadores precisam de estabilidade, o que neste momento não têm» (Nuno Gomes, a 18 de Agosto de 2007, após o empate com o Leixões, na jornada inaugural)

«Não percebo como se pede tranquilidade e condições de trabalho. Se há coisa que há neste clube é tranquilidade!» (21 de Agosto de 2007, em resposta a Nuno Gomes, um dia depois de ter despedido Fernando Santos)

«Na primeira vez que Camacho esteve cá o Benfica poderia ter contratado o Ronaldinho por 10 milhões de euros e eu assustei-me um pouco, porque sei como foi a transferência do Simão na altura, logo seguida de uma lesão grave, no Bessa», (a 11 de Novembro de 2007, em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF)

«Posso não perceber de futebol como um distinto benfiquista tem dito, mas sei gerir o Benfica e sei qual o caminho a seguir. Um dia vai engolir essas palavras, porque já houve muita destruição e se calhar gostaria que o Benfica estivesse a ser destruído diariamente, mas não vai ser.» (a 5 de Janeiro, em resposta a críticas de José Veiga.)

«Se cometemos alguns erros foi por andar muito depressa com este projecto. O meu lugar é muito cobiçado e o Benfica é muito apetitoso» (a 12 de Março, em Getafe, após a eliminação da Taça UEFA.)

«Se calhar foi mau para o Benfica ter sido campeão recentemente» (30 de Março de 2008)

«A partir do próximo ano vai surgir um novo modelo para coordenar todo o futebol encarnado onde eu não interfiro mais» (31 de Março de 2008)

Resposta de Rui Costa:: «Os presidentes não estão lá só para ocupar a cadeira» (31 de Março de 2008)

“O Benfica não vai participar na Taça da Liga” - 19-05-07

"Ninguém terá tanto sucesso em Portugal como o Benfica" - 28-02-07

"Depois do Verão, seremos o maior clube do mundo" - 29-04-2006

"Vamos ser campeões doa a quem doer" - 04-10-2005

"Queremos ser campeões europeus" - 16-07-05

"Só o Benfica enche estádios" - 16-07-05

"Vamos arrasar pela Europa fora" - 17-04-05

"Vocês já me conhecem um pouco, não sou homem de protagonismo. Sou um homem discreto." Entrevista a O JOGO 18/10/2003

"Nos próximos três anos resolveremos todos os problemas do Benfica. Não faço promessas aos sócios". Luís Filipe Vieira, in A Bola

"Dentro de 3 anos o Benfica será o maior do mundo" - 19-04-2003

"É possível termos meio milhão de sócios em 2003." Outubro 2002

"O objectivo é termos 500 mil sócios daqui a três anos." Outubro 2003

"O Benfica será mais forte que o Real Madrid" 19-04-2003 Entrevista a O JOGO

"Se o Porto fosse excluido da LC, o Benfica não podia aceitar um lugar que não tinha conquistado no campo." - Julho 2008

"Tenho muito orgulho nas minhas escutas." - Julho 2008

"Tudo o que o Benfica faz é lutar pela verdade no futebol" - Julho 2008

LE FIN

Batalha pela Supremacia do Cacete

Bobó vs Binya - Round I

segunda-feira, maio 19, 2008

O Rebento de Nosferatu

Tomás Costa, o novo reforço dos Dragões, embarca numa viagem sem retorno até ao Velho Continente para espalhar toda uma sinfonia de horrores a tons de cinzento e vermelho-sangue. As parecenças com o seu progenitor não enganam, pois a milenar fachada do terror não conhece barreiras temporais ou futebolísticas.

Tremam, incautos oponentes. Ele vem aí.

segunda-feira, maio 12, 2008

Pensamentos Soltos Época 2007-2008

Cromo da Época: Leandro Lima. Este put...miúd...jov...homem esteve na base de uma descoberta tão marcante e surpreendente quanto a teoria da relatividade: o jet-lag de dois anos. Partiu de férias com 20 anos de idade, e chegou umas semanitas depois, já com 22. Será que viajou num DeLorean? Ainda por cima é parecido com o Nel Monteiro, o que só pode ser extremamente positivo. Força aí, Nel.

Treinador da Época: José Mota. Por ter batido o record Europeu de utilização consecutiva de bonés em conferências de imprensa, com 368. O extinto record pertencia a Boris Altiparmakovski, da Macedónia. Ainda por cima, adicionou este ano o suave bonézinho branco com altivo lettering vermelho do patrocinador "DIZ" ao seu já extenso arsenal.

Jogo da Época: 11-05-2008, SLB vs VFC: sempre que o auto-denominado maior clube do mundo, com o auto-considerado (isto existe?) melhor plantel dos últimos 10 anos (curiosidade: o plantel de 1998 era ISTO) festeja com foguetório, pompa e circunstância o 4º lugar na competitiva liga portuguesa, as escalas de teor cromífluo batem no topo. Ah, e o Nuno Gomes jogou.

Momento da Época: 2008-04-06, apito final do SCP vs.SCB. Hans Pontus Farnerud completa 90 min de jogo.

Passe à Secretário da Época: 11-04-2008, SLB vs. AAC - Luisão.

Golo da Época: 13-01-2008, Meyong Zé, CFB vs Naval: o único golo da história do futebol que faz perder 6 pontos à equipa do autor do tento. Ao mesmo tempo, o camaronês torna-se no melhor goleador da Liga, ao que o rácio golos/minutos diz respeito. Um golo em cada 35 minutos de jogo...uma época de ouro para o Zé africano.

60 Segundos da Época: 2007-08-18, LSC vs SLB: a totalidade do tempo de jogo de Andrés Diaz, a estrela das Pampas da equipa de Santos/Camacho/Chalana, durante a época inteira.

Contratação da Época: Gladstone (SCP). Quando um internacional brasileiro chega a Portugal e a única razão pela qual fica na nossa memória será por nos fazer lembrar um jovem Ralph Macchio bronzeado em Karate Kid, é porque as coisas não correram bem. Mas aqueles fogosos Keri e Gueri deixam marcas.

Alcunha da Época: Nuno "Gomes", do benfiquista Nuno Ribeiro. Quando o 3º melhor marcador da História do Campeonato Português empresta o seu último nome a...esqueçam...já toda a gente percebeu.

Caceteiro da Época: Gilles Augustin Binya (SLB) - desde Jean Claude van Damme em "Bloodsport" (1988) que ninguém conseguia causar tantos traumatismos em tão pouco tempo sem um par de matracas. Os 9 amarelos em 15 jogos são uma marca digna de Tahar, o Khalej.

sábado, abril 26, 2008

Com Alberto e Vicente...

Com Alberto e Vicente, o barbeiro sai feliz e o dentista sai contente.

Preliminarus Poll Nominalus

Caros ouvintes,
Decidimos colocar à vossa disposição mais uma Poll atractiva :)

Pois bem, continuamos com a corrida para o prestigiado galardão de Cromo do Ano de 2007.
Depois da Poll Fronha Agressiva, segue-se a Preliminarus Poll Nominalus. Os dois mais votados irão ganhar uma viagem em 1a classe para a Supra Poll Final, onde já estão confortávelmente instalados Armando "Le Petit" Teixeira e Delson, de rabiosque sentado no sofá da imortalidade suprema.

Dos nomes que passearam pelos relvados (às vezes campos de batata) portugueses no Annus Civilius de 2007, escolhemos uma catrefada deles para se deliciarem!
Alguns da II Liga, mas sendo nomes de profissionais, estão sujeitos a serem também eles eleitos reis dos nomes próprios menos próprios das BWINs e Vitalis da vida.

Votem! O vosso voto conta.
Se ainda nao viram a Poll, é só olharem um pouco para a direita e procurarem uma cenoura.

quinta-feira, abril 24, 2008

SUB 21 - o que mais voava




Não há muito a dizer.. as imagens e títulos de jornais mostram..
Há Folha de papel vegetal, de cavalinho, branca, de 22 linhas, azul, timbrada, da árvore, de acetato, a4, a3, a2, grosssa, fina.. e depois há a de qualidade, a FOLHA BRILHANTE. Aquela que voa nos relvados belgas, portugueses e gregos (sim, o Folha jogou no AEK!!)

Fiquem com a imagem e recordem-se (só na mente, porque nao tenho video nem nenhum link presidente do Sp. Braga para o Youtube) do centro, do passe, da magistral seta apontada à cabeça de Sá Pinto, no Euro-96, para o empate a 1-1.

Altos e Baixos de um Gigante

terça-feira, abril 15, 2008

Genialmente Pequeno

O Pequeno Genial (not related to Pereira, João) dá um nó cego num reguengos de 1992, logo após uma finta de corpo num moscatel bem frutado...excelente a revienga num Rosé!...continua imparável...fura pelo Croft 10 Anos...e...dá nisto que aqui vemos.

segunda-feira, abril 14, 2008

Ténis ou Beisebol?











P.S.: Com o devido Bem Haja ao compincha João Loff.

Yannick Djaló dá-lhe com a alma

Depois de ver o futebolista fetiche de Paulo Bento nos Ídolos, a primeira frase que me veio à cabeça foi "don't quit your day job".
Porém, lembrei-me depois que já o tinha visto jogar à bola e que aquele era precisamente o "day job" dele.
E sabem que mais? Não desistas do teu sonho, Yannick.

quarta-feira, abril 09, 2008

Tri com a devida homenagem


Bem hajam, gente da bola. Regressámos de umas pequenas férias retempradoras ainda a tempo de aflorar o grande tema da semana: O Tri sem naranjus.

Tal como o título deste post indica, iremos homenagear o novo Tricampeão Nacional Português. E fá-lo-emos através da sua maior figura cromática: Lino.


Porquê? Seguindo a regra de ouro cromática(nome+fronha+rendimento)tomámos as nossas conclusões.

- Nome? Dorvalino Maciel.
Check.
- Fronha? Afro-negligé-manjerico-style.
Check.
- Rendimento bolístico? Basta dizer que a sua "medalha de honra" é ser o 68º jogador com mais minutos na Liga Intercalar.
Check.

A época de Dorvalino tem sido feita de al...baixos e baixos. Contudo, foi decisivo para a conquista do Tri, dada a sua inata capacidade para ser um aquecedor de bancos de alto rendimento. Jorge Fucile afirmou mesmo que ser substituído até já é um prazer, sabendo de antemão que irá sentar o seu milionário traseiro num banco quentinho e aconchegante. Dorvalino sorri e parte todo lampeiro para aquecer o banco do Furacão do Magrebe, que vem já aí a seguir. A satisfação pelo trabalho bem feito é um prazer que não se pode negar a nenhum homem...mesmo quando o homem em questão é o 55º jogador com mais golos na Liga Intercalar 2007-2008.

E no final da partida, a costumeira manifestação de adulação dos fãs expressa num cartaz:

"LINO, DÁ-ME A TUA CAMISOLA, JÁ QUE NÃO A USAS"

terça-feira, março 18, 2008

O Outro Cavaleiro do Apocalipse


















Aldea Mogrovejo.
Populación: zero.

Este lugarejo, algures nas profundezas da Espanha até por D. Quixote esquecida, assume-se como justa homenagem ao vulto do futebol mundial que lhe dá o nome.

Mas voltemos atrás. A história deste guedelhudo Cavaleiro do Apocalipse tem início em meados da década passada:

Marcelo Houseman, um seboso empresário argentino com cara de segurança de discoteca desmotivado, torna-se numa espécie de academia do Sporting ao contrário, e desata a cuspir cepos em todas as direcções. Para nossa sorte, uma dessas direcções foi a cidade invicta.

Abram alas para os cinco Cavaleiros do Apocalipse.

Chegaram Baroni, Mandla Zwane, N'Tsunda, Walter Paz e Mogrovejo, como poderiam ter chegado Dartacão, Noddy, aquele actor estranhíssimo da TVI, o cabelo do Diogo Feio e uma sameirinha de Spur Cola.
Sir Bobby abriu os braços, Jorge Nuno abriu a carteira, e os cinco estarolas fecharam o tasco.
Na sua versão bíblica, os quatro cavaleiros do apocalipse eram a conquista, o extermínio, o cannigia, a fome, e a morte. No mundo real, isto traduziu-se mais ou menos desta forma:

- conquista: Ronald Baroni (Perú - Conquistadores, etc.)
- extermínio: Walter Paz (porque foi o que fez à sua própria carreira)
- cannigia: Mogrovejo (pois)
- fome: N' Tsunda (um gajo que se orgulha de ser mais rápido que o vento tem de ser magrinho)
- morte: Zwane (estava a jogar à bisca quando Deus distribuiu os cognomes mais fixes. Ficou com a fava.)

Esta conversa dava para quatro blogs e meio, portanto foquemo-nos no homem do momento: Roberto Mogrovejo.

Terá sido o mais temido dos cinco, pois se é verdade que a morte, a fome e o extermínio podem assustar muita gente, um cannigia assusta muito mais. Pinto da Costa recebeu-o com pompa e circunstância no seu gabinete, augurando-lhe um futuro risonho de Dragão ao peito, provavelmente com medo do que ele lhe pudesse fazer. É que Mogrovejo não reage bem à falta de atenção.

Como novo Cannigia, era esperada da sua parte uma apetência para espancar peixes, inalar cal das linhas delimitadoras do relvado, beijar homens na boca frente a câmaras de TV e ter penteados ridículos.
Roberto Mogrovejo só conseguiu transformar a última situação numa realidade indelével. Dada a enorme desilusão, e também porque a influência dos Cavaleiros do Apocalipse no balneário tripeiro estava a tornar-se insuportável para cromos nacionais como Bandeirinha ou Vítor Nóvoa, o presidente azul-e-branco fez com que o nosso amigo argentino desaparecesse num ápice:

- "Mogroquem? Ah, não. Esse estava à experiência, acho eu. Mas nem sei quem é. Tem bigode?"

Verdade seja dita, o Cavaleiro do Apocalipse só voltou a pisar solo nacional dez anos depois - já sem o monumento capilar do passado - com a selecção argentina de futebol de praia.

-"Assim fico mais perto dos peixes.", disse ele, numa efémera tentativa de recuperar a fama de novo Caniggia, aos tenros 52 anos de idade. Fica para a próxima.

P.S.: A foto não é adulterada. Isto é mesmo uma aldeola que o co-blogueiro Pedro encontrou em Espanha.

quinta-feira, março 06, 2008

Quem cala, consente

Vamos começar este post a abrir fortemente. De uma forma incisiva e objectiva, sem rodeios.

No ano de 1991 foi cometida uma atrocidade no seio da Casa Pia de Lisboa, envolvendo um loirinho jovem menor de idade, que iria marcar de forma negativa a vida de muita gente nos anos vindouros:

- José Calado foi impulsionado para uma carreira profissional de futebol.


-"Choque!"

-"Horror!"

-"Melão!"

O potentado futebolístico conhecido por Casa Pia foi o trampolim para uma carreira de altíssimo nível, que passou pelo Estrela amadorense, antes de desembocar no Benfica lisbonense, em meados da década de 90.

Aí, no palco onde muitos outros actores de primeiríssima água outrora brilharam, José não foi a excepção.

Motivado pelo ingresso numa mítica squadra rossa que contava com pedras do calibre de King, Paredão, Nica Panduru, Iliev e Marcelo, José não tinha outro remédio senão seguir as pisadas dos seus mentores e evoluir ano após ano, ao ponto de se tornar um guardião do templo da (tosta) mística benfiquista.

A glória era inevitável, e a escassez de títulos assumia um papel secundário perante a facilidade com que o ex-casapiano subiu o escadote do sucesso. Mais popular do que saxofones em músicas dos anos 80 e mais omnipresente que cotão no umbigo, o seu futuro na Luz parecia risonho. Num esfregar de olhos não só foi elevado a capitão do clube, como também fornecia o seu suor para ser usado como antídoto para as doenças venéreas do milhafre do espanhol.

Calado, o Mundo era teu.

No entanto, o inesperado aconteceu. O final de século foi fatal para José António.
Primeiro, ficou ligado a um dos momentos mais marcantes da história do futebol Português.

-"Mas isso não é bom?", perguntais vós.

Não, quando o momento é o desafio (será que lhe podemos chamar isso?) Celta Vigo 7 - 0 Benfica. E quando o nosso jovem joga os 90 minutos. Mas pensemos em coisas positivas...SOBRAL DE MONTE AGRAÇO JÁ TEM UM PARQUE INFANTIL!

O dinâmico centro-campista fez como nós, e não se deixou abater por este infortúnio. Só que José não procurou consolo na felicidade das crianças de Sobral de Monte Agraço, visto que decidira dar preferência ao upgrade do seu rapport visual. Calado foi o primeiro jogador da bola a trazer para os relvados o look Spice Girl, combinando de forma inteligente e subtil as suas novas melenas amarelas com umas repinhas cuidadosamente descuidadas.

A sua vistosa aventura capilar berrava aos sete ventos (ai, má escolha de número) que o lusitano estaria pronto para novos desafios. Venham eles.

O problema é que vieram mesmo...e José não teve arcaboiço para levar com eles.
No ano 2000, o fenómeno boys/girls band que assombrou a segunda metade da década de 90 estava a morrer lentamente, e os Excesso estavam a um pequeno passo de regressar à construção civil. Mas eis que surge um segundo fôlego de fama para o carismático azeiteiro Melão, o popular abichanado-mor da "banda"!
Não se sabe muito bem como nem porquê, mas esse fôlego veio na forma de um jogador da bola que até tinha falta dele em campo: claro, o nosso José António.

Rumores de um ardente romance entre ambos correram pelos meandros da bola. Sprintaram céleres, qual Seo Jung-Won de vermelho vestido, tendo chegado a todas as esferas da sociedade lusa. Todos sabíamos do tórrido envolvimento entre o azeiteiro da boys band decadente e o jogador da bola com madeixas amarelas de odor almiscarado. Uns abriam a boca de espanto, outros para vomitar. O próprio José António abriu a boca, pois não aguentava mais ficar calado.

Ao intervalo de um desafio contra o Braga no seu próprio estádio, o centrocampista decidiu ficar de vez no balneário. Não para ficar a apanhar pevides de um certo fruto do chão dos duches, mas sim porque não aguentava mais as bocas dos adeptos benfiquistas de cada vez que falhava um passe. E conhecendo o futebolista em questão, deve ter ouvido cerca de 23 bocas por minuto.

José António era o sujeito de todas as anedotas e comentários boçais em todos os estádios do País. Calado ficou, mas não saiu calado.

Saiu para Espanha, para tentar a sua sorte no Real Bétis. Não demoraram a metê-lo em rumores com o Enrique Iglésias, o que aliado à sua dantesca capacidade futeboleira, o levou de pronto à 2a divisão do País vizinho, para pontificar no também ele dantesco Poli Ejido. Após deixar a sua qualidade bem vincada no clube do emblema surrealista, tornando-se no ídolo da torcida poliejidesca, decidiu emigrar uma vez mais, desta feita para o Chipre, onde alinha actualmente pelo APOP.
Há quem diga que é um clube de futebol, eu prefiro pensar nele como um partido político com uma sigla engraçada, tipo 4POUS (eu até punha link para o site do partido, mas eles não têm...contudo, descobri que o 4POUS teve 76 votos nas eleições para a assembleia da república em 1985, em Tomar, claro).

Fica o pesamento do dia:

“O Melão não pode ser calado! Quando se mete a faca tem de se comer, não pode esperar pelo outro dia”.
Grão-Mestre Barbosa de Melo, Confraria do Melão Casca de Carvalho

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

BOD...UNHA COM CARNE

Mateus Manuel Agostinho..



Um dia sonhou ser futebolista.. nas ruas de Luanda, entre balas, mísseis, 2 ou 3 projécteis e uma arma ao peito, Angola fervia-lhe nos pés..

Pensou .. " Por que não tornar-me um Secretário, mesmo que com mais côr ? Sempre dá mais côr à coisa!" E assim se tornou Lateral Direito.

"Posso um dia sair de um clube, ir para um grande clube europeu, e regressar novamente ao meu clube.." , tal e qual Secretário o fez.

Assim foi, começou em grande no Petro de Luanda. No belo estááádio do Cidádéééla, irmão.

No entanto, começou o tal sonho de ir para um grande europeu e seguir as pisadas do Secretas bródar!

Foi aí que surgiu o Sporting de Espinho, treinado por quem? por quem? Um grande senhor, de nome Carlos Carvalhal. Este homem tem visão e por isso contratou... Bodunha. Companheiro de Filó, Paulão, Nuno Sampaio, Carlos Pedro.. mas que equipona! As praias de Espinho até ficavam desertas por tanta gente querer ver a equipa, domingo após domingo.
2 anos após mais um salto.. upa.. cá estou eu no Salgueiros! Agora Bodunha atingia um clube com mística e numa grande cidade da Europa. Jogar ao lado de Ivan Litera, Ouattara, Paquito, Pedrosa.. ou no ano seguinte com Carlos Manuel (outro grande senhor, um senhor Atlético) jogou ao lado de Tó Ferreira, Rui Correia, Edu, Ernesto, Toy e até Carrasqueira! O grande Carrasqueira.
Novo ano, novo salto rumo ao grande europeu.. e veio o Sp. Braga! Parabéns Bodunha. Abiodum, Arrieta, Hiroyama, Samson, Antiá, Glauber e o mítico Barroso agradeceram a tua presença.
Agistaste o Sameiro e a Sé com as tuas arrancadas pelo flanco direito..
No entanto, algo atrai Bodunha pelo perigo..
Senao vejamos, o Sp Espinho começou a descer de rendimento e de divisões, até hoje em que está na II Divisão B.
O Salgueiros é o que se sabe.. acabou-se a Alma de Vidal Pinheiro.. e eis senão quando.. Bodunha alinha pelo Maia!! Máguio Geis ao leme, ega o tgeinadog. Mas que supeg equipa! Erivan, Basílio, Ricardo Nascimento, Paulo Jorge, Saulo! 2003 - 2004.
Mas.. óhhhhh, surpresa, o Maia começa a ter problemas e é o descalabro. Hoje é o que se sabe, é o último classificado da III Divisão!
Mas lá está, Bodunha sabia que era o destino.. já que hoje é Carlos Secretário, o seu espelho, o seu sonho.. outro grande lateral direito, que treina a equipa.
Bodunha pressentiu que o grande europeu já tinha sido atingido.. era o grande azar europeu. Bodunha só dizia " Máz puuurquê ééu? Máz porquêê não o Mántóóórras?" .. a desilusão era tão forte que Bodunha fez o prometido e voltou para o seu 1º clube. Tal como Secretário, Bodunha regressou à casa-mae, quiçá para acabar a carreira.
É por isso hoje o lateral direito do Petro de Luanda novamente. Bernardino Pedroto o recebeu, o treina e faz dele um dos valores seguros, juntamente com João Ricardo, Lebo-Lebo, Vitor Pereira (um portugues em Àfrica) Bernado, Chinho, Mandiaba..
Bodunha sente-se em casa e sabe que por ter sido lateral direito, por ter representado um grande europeu (O Braga :)) e por ter passado onde Secretário jogou e treina ..
Estão ligados para sempre... são agora Bod.. Unha com Carne.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

António, o Salvador e a MSS do doente mental



Cromos da Bola, SAD TV está de regresso, desta feita com o eloquente presidente do Arsenal do Minho.

Digamos que a propaaaaaaaalada classe jornalística que escreve destrututivamente sobre a estratégia que tem sido delinhada pela SAD dos Gunners de Bracara Augusta terá que dar conta dos doentes mentais que estão poribidos de entrar na Holanda.

Confuso? Também eu.

Mas provavelmente a MSS enviada pelo doente mental holandês ao Salvador - adum dos quais ele tem ali para vocês ver - esclareça as coisas. É que o Matheus foi-le transmitido que a SAD iria-le renovar o contrato, e que a melhoria liria ser feita.

Pá...ainda estou confuso. Provavelmente se esclarecermos o que significa a sigla MSS, possamos tirar alguma conclusão de relevo. Ora deixa cá ver:

- Uma empresa de construção civil de Fajozes? Difícil de enviar.
- Uma associação académica de sociólogos do Midwest americano? Para doentes mentais é mais psicólogos, mas enfim.
- Uma empresa de segurança brasileira? Se virerem de lá um ou dois centrais brasileiros, tanto melhor.
- Qualquer coisa chata de computadores?Ainda deve ser mais confuso que a questão do doente mental holandês.
- Um aeroportozito em Nova Iorque? Se a empresa de construção civil é difícil de transportar, imaginemos este...
- Miraldo Souza e Soares, Advogados Associados. Claro! Faz todo o sentido. Vamos substituir "MSS" por "Miraldo Souza e Soares" na frase do António, o Salvador:

"Um indivíduo que manda a Miraldo Souza e Soares (MSS), adum dos quais tenho aqui para vocês ver (mostra a foto do Miraldo no telemóvel) a dizer que se o jogador não renovasse até ontem pu trinta mil Euros por mês..."

Perfeito. O doente mental que está poribido de entrar na Holanda mandou os advogados brasileiros fazer chantagem por ele. Agora sim, percebo-te.

Cromos da Bola, descodificando presidentes desde 2004.
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